Retomada

Olá amigos,

Estive um pouco ausente do blog devido à algumas mudanças no direcionamento da minha carreira, e alguns projetos que tomaram-me muito tempo, mas estou de volta.
Gostaria de receber sugestões de meu leitores, do que seria interessante postar aqui.

Obrigado pelos 5 mil acessos mensais, e podem aguardar novidades.

Obrigado

Mitos e meias-verdades da engenharia de tráfego de redes MPLS TE

Minha última matéria no site Imasters

Há algum tempo, eu escrevi alguns artigos sobre MPLS e MPLS-TE, e tenho recebido alguns e-mails com perguntas que envolvem mitos sobre essa tecnologia. Tais dúvidas surgem também no dia a dia dos serviços de tecnologia em que atuo. Vamos, então, esclarecer alguns mitos e meias-verdades.

Como acontece com qualquer tecnologia de rede, os designers e os consultores tendem a interpretar mal algumas nuances de engenharia de tráfego MPLS (MPLS TE), resultando em mitos e meias-verdades que se propagam.

Neste artigo abordarei algumas das mais comuns. A análise é baseada em tecnologia MPLS TE, conforme descrito em diversos documentos (IETF), bem como a implementação atual disponível nas IOS Cisco IOS 12.4T e 12.2S.

01. Mito: MPLS TE é uma prática de QOS

Enquanto MPLS TE pode ser usado para deslocar o tráfego de rede de caminhos sobrecarregados para caminhos alternativos com largura de banda livre, não contempla a qualidade de serviço (QoS), como largura de banda ou de policiamento. As configurações de qualidade de serviço (QOS) devem ser concebidas e implementadas separadamente em cima da infraestrutura MPLS TE. A implantação de MPLS TE em uma rede não melhora (por si só) a qualidade de seus serviços.

02. Meia-verdade: MPLS TE melhora a convergência de redes

A funcionalidade de MPLS Fast Reroute fornece uma correção temporária para uma ligação ou uma falha em um nó, deslocando o TE-MPLS para tráfego encapsulado a um desvio pré-determinado (fornecido para regular o tráfego IP). A convergência da topologia da rede ainda é realizada pelo protocolo de roteamento.

03. Mito: MPLS TE deve ser implementado em toda a rede

Você pode usar MPLS TE em situações táticas, por exemplo, entre alguns roteadores para deslocar o tráfego de um link congestionado ou para fornecer uma proteção de um redirecionamento rápido de um parte crítica na sua rede.

04. Meia-verdade: MPLS TE pode resolver os problemas de congestionamento na rede

MPLS TE não cria nova banda, ele só permite a utilização da largura de banda existente de forma mais eficiente. Você pode usar os túneis MPLS TE para deslocar o tráfego do caminho de menor custo, calculado pelo protocolo de roteamento para um menos utilizado alternativo temporariamente para aliviar o link congestionado. Mas essa ação poderia causar o congestionamento do caminho alternativo, resultando em um efeito dominó em toda a rede.

05. Mito: Bandwidth reservado através de um túnel MPLS TE estará disponível para o tráfego de túnel

Apesar de a tecnologia MPLS TE usar extensões para o Resource Reservation Protocol (RSVP), que foi originalmente projetado para fornecer end-to-end QoS em redes IP, as reservas RSVP servem apenas como um mecanismo de contabilidade no módulo MPLS TE. Isso evita o excesso de inscrições pelo link TE em caminhos MPLS. Reservas MPLS não resultam em nenhuma ação QoS nos nós intermediários. Faltando configuração manual em nós intermediários, o tráfego MPLS TE é tratado de forma indiferenciada do IP ou regular para o tráfego MPLS.

06. Mito: Para usar MPLS TE é preciso implantar MPLS em toda sua rede

MPLS TE pode funcionar sem a implantação do MPLS em toda a rede. O tráfego pode ser enviado através de túneis MPLS TE sem um protocolo de distribuição de rótulo (LDP ou TDP). Importante: Se você estiver executando MPLS baseado em Redes Privadas Virtuais (VPNs), você tem de configurar LDP sobre um túnel MPLS TE, a menos que termine na borda de sua rede um Provider Edge (PE) router.

07. Meia-verdade: MPLS TE só funciona com os protocolos OSPF e IS-IS

MPLS TE pode ser configurado manualmente (especificando todos os saltos no caminho), independentemente do protocolo de roteamento IP implantado na rede. No entanto, se você quiser ter cálculos para caminho automático e desvios automáticos de tráfego IP sobre MPLS TE, você tem que usar OSPF ou IS-IS.

08. Se você usar o MPLS TE Fast Reroute a qualidade do serviço não irá degradar após uma falha de rede

O serviço MPLS TE Fast Reroute estabelecido através de um link falho ou pré-nó para túneis de backup. A qualidade geral do serviço não irá degradar somente se:

  • Esses túneis tiverem largura de banda adequada;
  • Se houver bastante espaço livre nos caminhos de backup;
  • A qualidade do serviço garantir a largura de banda para os túneis de backup;

Em todos os casos, o tráfego desviado ou o tráfego que atravessa o caminho de backup antes de nó ou link falho encontrará degradadas de qualidade de serviço.

09. Meia-verdade: Você pode usar MPLS TE apenas dentro de uma única área OSPF

O MPLS TE não pode ser computado automaticamente, você tem que especificar manualmente, pelo menos a zona de fronteira (ABRs).

O mapeamento automático de tráfego IP em caminhos MPLS TE (autoroute) não está disponível como o roteador, que estabelece o caminho MPLS TE quando não se sabe exatamente a topologia de outras áreas OSPF.

MPLS Inter-área TE não pode ser re-otimizado depois de terem sido estabelecidas - o mesmo é válido para o IS-IS. Túneis dinâmicos de MPLS TE podem ser estabelecidos dentro de um IS-IS único nível, mas eles podem cruzar a fronteira de nível, se você configurar manualmente os pontos de transição.

10. Já não é verdade: você não pode diferenciar o tráfego de clientes com base no Class-of-Service, se você usar MPLS TE

A tecnologia por si só nunca tinha esta limitação, mas a IOS Cisco não suporta múltiplos túneis paralelos carregando diferentes classes de tráfego por um longo tempo.

Até a próxima.

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Conteúdo

O Curso de REDES AVANÇADO é dedicado ao aluno que já obteve familiaridade com o protocolo TCP/IP (curso On Line REDES E PROTOCOLOS TCP/IP) e deseja aprofundar seus conhecimentos no funcionamento e nas técnicas utilizadas para depurar problemas de redes. No curso é utilizada uma rede real com estações, servidores e roteadores onde o aluno conhecerá, através de diversos laboratórios, os mecanismos dos diversos protocolos envolvidos na comunicação TCP/IP e as técnicas de depuração de problemas. Durante todo o curso é utilizado um analisador de protocolo que permite uma análise detalhada das situações apresentadas. O curso mostra as aplicações mais comuns em redes de produção e permite ao aluno aplicar um modelo estruturado de depuração de problemas em redes IP.

Público-alvo

Técnicos, analistas e administradores de rede que necessitem de um conhecimento mais detalhado dos mecanismos de funcionamento dos diversos protocolos e aplicações TCP/IP. Administradores e técnicos de rede responsáveis pela resolução de problemas em ambientes de redes.

Pré-requisitos

O aluno deve conhecer endereçamento IP e suas classes, conceito de sub-rede, protocolos ARP, ICMP, TCP/UDP e as aplicações básicas TCP/IP (Telnet, FTP e SMTP). Tais conceitos são apresentados no curso On Line REDES E PROTOCOLOS TCP/IP

Tópicos

Redes TCP/IP
• Serviços básicos
• Novos serviços em redes TCP/IP
• Metodologia de troubleshooting em redes TCP/IP

Tópicos Avançados do IP
• Revisão de endereçamento IP
• BOOTP e DHCP
• IP e Qualidade de Serviço
• Fragmentação de pacotes IP
• Opções do IP: Record Route, Strict Source, Loose Source
• Mensagens ICMP: Echo, Unreachable, Redirect, Source Quench, Router Discovery, Router Alert
• Network Address Translation (NAT)
• Port Address Translation (PAT)
• Troubleshooting do IPv4

Roteamento IP
• Rotas estáticas e default
• Distance vector x Link state
• Roteamento interno - RIPv1, RIPv2, OSPF e IS-IS
• Roteamento externo - BGP
• Troubleshooting dos protocolos de roteamento

Protocolos TCP e UDP
• Endereçamento das aplicações
• Controle de fluxo
• Confiabilidade
• Controle de congestionamento
• Troubleshooting do TCP e do UDP

Domain Name System
• Arquitetura distribuída do DNS
• DNS na Internet e na Intranet
• Os registros e utilitários DNS
• Dual Split DNS
• Troubleshooting do DNS

Aplicações TCP/IP
• TELNET e TN3270
• FTP e FTP Passive
• TFTP
• HTTP
• SMTP
• NTP
• SNMP
• Troubleshooting das Aplicações

IPv6
• Endereçamento IPv6
• Estrutura de cabeçalhos IPv6
• Fragmentação em redes IPv6
• Integração do IPv6 com DNS e protocolos de roteamento
• Estratégias de migração para o IPv6

IP Multicast
• Endereçamento IP Multicast
• Protocolos IGMPv1, IGMPv2 e IGMPv3
• Integração do IP Multicast com switches (IGMP Snooping)
• Protocolos de roteamento multicast: PIM-DM e PIM-SP

Laboratório
• Teste na prática dos conhecimentos adquiridos

Datas Disponíveis

Turma 1 26 de julho a 6 de Agosto
Turma II de 9 a 20 de Agosto
Turma III de 23 de Agosto a 3 de Setembro
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Essas tecnologias são mostradas em seus aspectos funcionais, assim como sua utilização dentro de redes corporativas. O aluno conhecerá também os principais elementos de rede como hubs, switches nível 2 e nível 3, roteadores, firewall, servidores de acesso remoto (discado e ISDN) e os concentradores DSL e Cable. A partir dessa visão são apresentados o esquema de endereçamento IP, as funções de cada nível do protocolo e as aplicações mais utilizadas em redes TCP/IP (Telnet, FTP, HTTP, SMTP, DHCP), abordando também o protocolo de gerenciamento SNMP. O curso inclui exercícios a cada tópico apresentado.

Índice de Conteúdo

  1. Introdução
    1. Objetivos e Conteúdo
  2. Histórico de redes e internet
    1. Evolução das redes de computadores
    2. História da Internet: principais fatos
    3. Principais órgãos regulamentadores
  3. Elementos de uma Rede
    1. Hubs
    2. Switches de nível 2
      1. Loops
      2. Tipos de switches
    3. Roteadores
    4. Firewalls
    5. VLAN
    6. Switches de Nível 3
  4. Modelo OSI
    1. Físico
    2. Enlace
    3. Rede
    4. Transporte
    5. Sessão
    6. Apresentação
    7. Aplicação
    8. Protocolos
  5. Tecnologias de LAN
    1. Ethernet 802.3
    2. Fast Ethernet
    3. Gigabit Ethernet
    4. Wireless LAN
      1. IEEE 802.11
      2. Aplicações Wireless e Access Point
  6. Tecnologias de WAN
    1. Comunicação Serial
    2. Modem - Acesso Banda Estreita
    3. ISDN - Acesso Banda Larga
    4. DSL - Acesso Banda Larga
    5. Cable - Acesso Banda Larga
    6. Fibra óptica
    7. Frame Relay
    8. ATM - Asynchronous Transfer Mode
  7. Protocolo IP
    1. Aritmética Binária
    2. Endereçamento IP
      1. Classe de endereçamento
      2. Sub-rede
    3. ARP/RARP
    4. ICMP
  8. Protocolos TCP e UDP
    1. TCP
      1. Endereço TCP
      2. Sequenciamento de Pacotes
      3. Retransmissão do TCP
    2. UDP
  9. TCP/IP
    1. Serviços básicos de rede
      1. DHCP
      2. DNS
      3. NTP
    2. Aplicações básicas TCP/IP
    3. Protocolo de gerenciamento SNMP
  10. Exercícios
    1. Modelo OSI
    2. Tecnologia LAN e WAN
    3. Elementos de uma rede
    4. Protocolo IP
  11. Resolução dos Exercícios

Público-alvo

Técnicos, analistas e administradores de rede envolvidos na implantação e no suporte de redes baseadas no protocolo TCP/IP.

Pré-requisitos

Conhecimentos básicos de informática.


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Nem só de Cisco vive o mercado de redes

Minha última matéria no site Imasters


Empresas como Juniper, Alcatel, Huawei e Enterasys vêm cada vez mais ganhando fatias de mercado. A Enterasys, por exemplo, possui um portifólio de cursos e certificações que cobrem praticamente todas as áreas de redes e segurança obrigatórias em todas as empresas e que valem a pena dar uma olhada no material para se atualizar.

Baseado em quatro pilares:

  • Plan (Planejamento)
  • Build (Projetos)
  • Support(Suporte)
  • Optimize (Otimização)

E em seis certificações:

  • ESE ( Enterasys Systems Enginner)
  • ESSE-IP/SIEM ( Enterasys Security System Engineer for IPS/SIEM)
  • ESSE-N ( Enterasys Security System Engineer for Network Access Control)
  • ECIE-C ( Enterasys Certifield Internetworking Engineer for Infraestructure)
  • ECIE-IPS/SIEM (Enterasys Certifield Internetworking Engineer for IPS/SIEM)
  • ECIE-N (Enterasys Certifield Internetworking Engineer for Network Access Control)

Esse tipo de certificação é muito atraente para o profissional de redes, pois abrange uma área que atualmente possui pouquíssimos profissionais capacitados como especialistas de segurança.

São abordados nas certificações conhecimentos em NAC e IPS/ID, tanto em Lan quanto em Wirelles, o que enriquece o conhecimento do profissional.

Na primeira certificação, por exemplo, a ESE ( Enterasys Systems Enginner), o profissional já adquire experiência para tratar de redes cabeadas e sem fio e com foco em comutação, roteamento, segurança e gerenciamento de redes sem fio.

Mas para quem acha que é uma certificação básica se engana. Para conseguir certificar-se, o profissional precisa ter conhecimentos de fundamentos de rede, classificação de tráfego (QOS), noções de gerenciamento de redes e redes sem fio e um conhecimento básico dos protocolos de redes como OSPF, RIP, BGP, VRRP e PIM.

Vale a pena adquirir esses conhecimentos, e, por falar em segurança, no próximo artigo vamos falar dos conceitos de NAC - Network Access Control.

Até a próxima!

 
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